MANAUS – A capital amazonense está em constante crescimento, econômico e populacional. Sétima cidade mais populosa do País, Manaus têm a responsabilidade também de um dos principais endereços do turismo ecológico brasileiro. Como sede da Copa do Mundo de 2014, esse potencial ganha ainda mais força e as mudanças com a chegada de várias empresas internacionais do setor são vistas em toda a cidade. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Amazonas (Abih-AM), o número de leitos em Manaus deve chegar a 17 mil até o ano do Mundial de Futebol.
Atualmente, a cidade conta com 9,4 mil leitos e mais de dez hotéis estão em construção. “Os empresários começaram a trocar equipamentos por outros mais modernos e já apresentam planos de construção de novos estabelecimentos”, contou o presidente da Abih-AM, Roberto Bulbol. Segundo ele, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) não faz exigências quanto ao número de leitos para turistas durante o evento, “pede somente que haja 3,2 mil unidades habitacionais para seu staff, delegações, jornalistas, patrocinadores, árbitros, segurança e organização em geral”. No entanto, a capital também precisa atender a demanda de aproximadamente 60 mil turistas por jogo realizado no Amazonas.
O desenvolvimento do setor, no entanto, esbarra na melhoria de outros setores ligados ao turismo. “Ainda é difícil localizar mão de obra qualificada em Manaus. Além disso, há problemas em encontrar bons serviços que não dependem dos hotéis, como conexão à Internet e TV a cabo”, explicou Bulbol. Os empresários do ramo destacam ainda a necessidade de uma maior participação por parte do poder público. Representantes da rede hoteleira reuniram-se com a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), no início deste ano, para pedir o reforço em políticas de segurança, limpeza pública e trânsito, entre outras áreas ainda deficientes em Manaus.
De acordo com a Amazonastur, mais de R$ 40 milhões devem ser investidos, até 2014, para preparar o setor turístico do Estado para a Copa. Isso porque além da capital, 12 municípios estão incluídos no cronograma de investimentos: Autazes, Barcelos, Careiro da Várzea, Iranduba, Manacapuru, Maués, Novo Airão, Parintins, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Tefé, São Sebastião do Uatumã, Santa Isabel do Rio Negro, Silves e São Gabriel da Cachoeira.
Para atender essa demanda, os hotéis de selva já se preparam para receber turistas e jornalistas do mundo inteiro. Dados da Abih-AM apontam que são 57 pontos de hospedagem espalhados pelo Estado e que acompanham a linha crescente de investimentos da capital. “Eles também estão em busca de aperfeiçoar o atendimento e a qualidade dos serviços prestados em meio à maior floresta tropical”, afirmou o presidente da entidade.
No ano do evento, além dos hotéis tradicionais, os barcos também devem reforçar o número de hospedagens. Segundo a Amazonastur, serão 34 embarcações durante o Mundial, com pelo menos 900 leitos de características de luxo. São casos como de 12 cruzeiros previstos pela Empresa Estudual de Turismo para atracar nos portos de Manaus.
O que pensam os turistas
De acordo com pesquisa do Instituto FECOMÉRCIO de Pesquisas Empresariais do Amazonas (IFPEAM), a hospitalidade do povo manauara é o destaque para 95% dos turistas nacionais que vêm ao Amazonas. Em seguida, os itens de maior satisfação são hospedagem (94,9%), atendimento em geral (94,1%), gastronomia (93,7%) e atrativos culturais (93,5%). Em relação ao turista estrangeiro, se destacaram os atrativos naturais (91,3%), hospitalidade (91,3%), gastronomia (90,9%), atrativos culturais (90,8%) e hospedagem (90,6%).
